Os Novos RPG’s
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É inevitável você não perceber a grande quantidade (aliás, acho que maioria) de jogos de RPG Maker com sistemas avançadíssimos de batalha em tempo real, sistemas incríveis de menu e gráficos estupendos. Nota-se também nestes jogos a pobreza da história, a mediocridade do enredo e a pobreza no quesito “RPG”. Acho, que no avançar do tempo, o RPG se desintegrou. Os usuários sequer ligam para a história do seu jogo ou para o enredo dele. Sequer ligam se estão fazendo um RPG ou um jogo de ação. Eles querem sistemas avançadíssimos, incríveis e gráficos divinos. Esquecem de que estão criando jogos para se divertirem e compartilharem essa diversão com a comunidade de RPG Maker. Cada vez mais você nota jogos de “comédia” (bobos, muitíssimo bobos) e de tiro (RPG de tiro? Aonde?) com histórias terríveis ou que sequer possuem uma história. O RPG virou algo extremamente diferente do que ele era antes. Mas o que ele era antes?
Ah, sim! O RPG. Não estamos falando aqui do RPG de verdade, aquele com papel, caneta, livros e a sua mente. Estamos falando do RPG eletrônico, que surgiu quando os videogames estavam engatinhando. Lembro quando joguei Dragon Quest e Final Fantasy I para NES. Um mundo novo se abria para um moleque. Joguei, mesmo não entendendo patavinas de inglês (inclusive aprendi inglês jogando RPG). Daí, fui indo. Hoje tenho orgulho de olhar para trás e pensar que eu participei de uma época maravilhosa e que essa época foi parte da minha infância. Mas, voltando assunto (sem mesmo ter fugido dele). O RPG de verdade não eram os gráficos ou os sistemas de batalha dos jogos. Era a história. Eram os primeiros jogos que te colocavam no lugar dos personagens. Você vivia o que eles viviam. O que o jogo te fazia viver e o que você fazia o jogo viver. Era emocionante, bonito e agradável. Para muitos era uma fuga da realidade, um lugar onde você vivia o belo e a fantasia. Isso é o RPG, o que lhe faz entrar em um mundo imaginário, irreal. Entretanto, fantástico. Isso define o RPG: o fantástico.
Não importam os sistemas. Importa a história. Importa o enredo. Importa o que te faz continuar jogando, imaginando, vivendo o jogo. Isso é RPG.
Escrito por Desert Eagle









